‘Caixa de Memória’: urna que será aberta em 2036 reúne sonhos e mensagens de crianças paraibanas
Uma iniciativa marcada pela sensibilidade, pela esperança e pelo olhar voltado para o futuro está preservando os sonhos e as perspectivas de crianças e adolescentes da comarca de Pedras de Fogo. Durante uma ação realizada naquela Comarca, estudantes de escolas locais foram convidados a escrever mensagens, compartilhar seus desejos e registrar suas expectativas sobre o amanhã e depositá-las na urna denominada ‘Caixa da Memória – Raízes da Justiça’, que será aberta em 2036.
Na manhã desta quinta-feira (5), o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, recebeu a urna das mãos da juíza titular de Pedras de Fogo, Higyna Josita Simões de Almeida, momento compartilhado, também, pelo diretor especial do TJPB, Robson Cananea. “Os escritos foram depositados em uma urna, que se transformou em uma verdadeira caixa de memória, reunindo a pureza, os sentimentos e os sonhos de crianças e adolescentes que participaram da atividade”, comentou Fred Coutinho.
A previsão é que a urna seja aberta daqui a dez anos. Na ocasião, será possível reencontrar os registros feitos pelos estudantes e conhecer o que essas crianças e adolescentes escreveram para o amanhã, além de perceber como seus sonhos, expectativas e perspectivas se relacionam com o futuro. A ação tem o apoio da Unidade de Sustentabilidade do Poder Judiciário estadual.
O presidente do Poder Judiciário estadual ainda disse que a proposta é guardar esse material como um registro histórico e afetivo de uma geração, permitindo que, no futuro, suas mensagens sejam revisitadas. “A urna ficará sob a guarda do Tribunal de Justiça da Paraíba, com todo o cuidado, e será exposta no Museu do Poder Judiciário, possibilitando que visitantes conheçam a iniciativa e seu significado”, adiantou o magistrado.
“A iniciativa do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba de guardar essa urna no Museu do Tribunal e abri-la daqui a dez anos permitirá um reencontro emocionante com esses sonhos, revelando quantos se tornaram realidade e quantas histórias foram construídas”, comentou Higyna Josita Simoes de Almeida. “Afinal, a Justiça também se faz quando ajudamos a plantar esperanças e a construir futuros. Guardar esses sonhos é preservar a memória de uma geração e reafirmar nosso compromisso com ela”, complementou a juíza.
Mais do que guardar mensagens, a iniciativa representa um gesto de valorização da infância e da juventude, reconhecendo que ouvir as novas gerações também é uma forma de construir o futuro. Afinal, os sonhos registrados hoje poderão revelar, daqui a uma década, um pouco da história, dos desejos e das transformações de toda uma geração.
Por Fernando Patriota
Fotos: Ronaldo Orlando

