O Palácio da Justiça
fachada do palacio da justiça
Foto da fachada do prédio

Com uma arquitetura neoclássica imponente, o Palácio da Justiça, localizado no cora-ção da capital paraibana, foi inaugurado em 30 de março de 1919, no Governo de Cami-lo de Holanda, para abrigar a Escola Normal e assim atender às demandas de famílias que viam no curso de formação pedagógica uma garantia de emprego imediato para suas filhas, assegurando o ingresso na carreira docente logo após a formatura.

A Escola Normal funcionou neste prédio, na antiga Praça Comendador Felizardo (atual Praça João Pessoa), até a inauguração, em 1939, no Governo do Interventor Federal Argemiro de Figueiredo, do prédio da Escola de Professores, no complexo do Instituto de Educação, nas imediações do atual Liceu Paraibano.

Em julho de 1939, o Tribunal de Apelação, atual Tribunal de Justiça, tendo como presi-dente o Desembargador Archimedes Souto Maior - sexto magistrado a presidir a mais alta Corte de Justiça paraibana, se instalou definitivamente neste majestoso edifício, que estava desocupado, e passou oficialmente a chamar-se Palácio da Justiça. Era, por fim, a realização de uma velha aspiração que vinha de muitos e muitos anos.

Logo depois de se tornar sede do Poder Judiciário, o Palácio da Justiça ganhou, em seu frontispício, um importante símbolo: as Tábuas da Lei e a Balança da Justiça, além de intervenções estruturais e reformas complementares para adequação administrativa da sede do Tribunal de Justiça da Paraíba.

O Palácio da Justiça, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP), teve sua última restauração entregue no ano de 2024, buscando a preserva-ção do patrimônio histórico e assegurando, também, mais conforto e acessibilidade aos cidadãos que buscam os serviços do Poder Judiciário, bem como aos servidores, permi-tindo um melhor atendimento ao público.

O edifício abriga os gabinetes dos desembargadores, assessorias e setores de suporte técnico-administrativo, integrando-os a um relevante conjunto museológico. Este acervo compreende o Salão Nobre, a Sala Histórica do Tribunal Pleno, o Gabinete Histórico da Presidência e os Halls de Exposições em ambos os pavimentos.

De modo especial, ao lado da entrada principal do Palácio da Justiça abriga está a Crip-ta de Epitácio Pessoa, que guarda os restos mortais do único paraibano a chegar à Pre-sidência da República e Patrono da Justiça Paraibana, e de sua esposa, Mary Sayão Pessoa, trasladados do Rio de Janeiro em maio de 1965, por ocasião das celebrações de seu centenário de nascimento.


Caso Sady e Ágaba: uma tragédia shakespeariana marca o Palácio no ano de 1923

Em 1923, o entorno da Praça Comendador Felizardo Leite (atual Praça João Pessoa) foi palco de uma tragédia que abalou a capital paraibana. Entre a Escola Normal (atual Pa-lácio da Justiça) e o Lyceu Parahybano (onde funcionou Faculdade de Direito da UFPB), o destino de Sady Castor e Ágaba Medeiros transformou um romance proibido em um catalisador de tensões políticas e sociais.

Sady, um estudante de 23 anos natural de Soledade, e Ágaba, de 17 anos e filha de uma influente família local, viviam um relacionamento marcado pelo controle institucio-nal.

Na tarde de 22 de setembro, ao buscar a namorada na porta da Escola Normal, Sady foi confrontado pelo Guarda Civil nº 33, Antônio Carlos de Menezes. Alegando ordens dire-tas da Chefia de Polícia, o guarda exigiu sua retirada. Após uma breve discussão, Sady foi morto a tiros pelo agente em plena via pública.

O impacto foi imediato: o sepultamento do jovem tornou-se uma marcha de protesto es-tudantil, forçando o governo de Sólon de Lucena a fechar temporariamente as institui-ções de ensino. O Grêmio Cívico-Literário do Lyceu reagiu com medidas judiciais, de-nunciando a truculência do Estado.

A tragédia culminou quinze dias depois, quando Ágaba, incapaz de suportar a perda, tirou a própria vida por ingestão de veneno. O caso eternizou-se como um símbolo da resistência contra a "linha imaginária" - uma barreira moral e física imposta pelo Monse-nhor Milanez que tentava segregar os sexos e controlar o afeto por meio da coerção policial. O casal virou símbolo de uma cidade que confundiu disciplina com coerção do afeto.

Caso Sady e Ágaba: uma tragédia shakespeariana marca o Palácio no ano de 1923

Em 1923, o entorno da Praça Comendador Felizardo Leite (atual Praça João Pessoa) foi palco de uma tragédia que abalou a capital paraibana. Entre a Escola Normal (atual Pa-lácio da Justiça) e o Lyceu Parahybano (onde funcionou Faculdade de Direito da UFPB), o destino de Sady Castor e Ágaba Medeiros transformou um romance proibido em um catalisador de tensões políticas e sociais.

Sady, um estudante de 23 anos natural de Soledade, e Ágaba, de 17 anos e filha de uma influente família local, viviam um relacionamento marcado pelo controle institucio-nal.

Na tarde de 22 de setembro, ao buscar a namorada na porta da Escola Normal, Sady foi confrontado pelo Guarda Civil nº 33, Antônio Carlos de Menezes. Alegando ordens dire-tas da Chefia de Polícia, o guarda exigiu sua retirada. Após uma breve discussão, Sady foi morto a tiros pelo agente em plena via pública.

O impacto foi imediato: o sepultamento do jovem tornou-se uma marcha de protesto es-tudantil, forçando o governo de Sólon de Lucena a fechar temporariamente as institui-ções de ensino. O Grêmio Cívico-Literário do Lyceu reagiu com medidas judiciais, de-nunciando a truculência do Estado.

A tragédia culminou quinze dias depois, quando Ágaba, incapaz de suportar a perda, tirou a própria vida por ingestão de veneno. O caso eternizou-se como um símbolo da resistência contra a "linha imaginária" - uma barreira moral e física imposta pelo Monse-nhor Milanez que tentava segregar os sexos e controlar o afeto por meio da coerção policial. O casal virou símbolo de uma cidade que confundiu disciplina com coerção do afeto.

Localização e Funcionamento

Av. João Machado, 515, Centro, João Pessoa - PB, CEP: 58013-520

Telefone(s): (83) 98657-7058
E-mail: [email protected]

Funcionamento De segunda à quinta, das 07h00
às 18h00.

Sexta-feira: das 07h00 às 13h00.